Quem sou eu
- Professora Luciana Sores ou Nanna soares
- Luciana Soares, pedagoga, professora do ensino fundamental e médio, batista, mãe de três filhos e esposa de Fabiano Soares.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Salmos não são mantras
Não é raro ouvirmos algumas pessoas relatarem ter recitado ou lido um salmo num momento difícil, de perigo ou incerteza,( há até guias indicando salmos para diferentes situações) pessoas que leem o mesmo salmo repetidamente, com frequência “religiosa”, numa espécie de ritual de proteção, purificação, como se houvesse no capítulo vinte e três, noventa e um, ou qualquer outro do livro dos salmos qualquer tipo de poder sobrenatural, de energia mágica capaz de isolar-nos de investidas malignas, ativado pelo simples pronunciar de suas palavras ( ”Leia um salmo e seja protegido do vale da sombra da morte, do laço do passarinheiro e da peste perniciosa!”).
No entanto, o livro dos salmos, que vem a ser uma coletânea de cânticos de louvor escrito por vários autores ao longo da história de Israel e usados para o culto de adoração ao Senhor e é geralmente associado a Davi, por ser ele mesmo o autor da maioria desses cânticos onde transcreve diferentes momentos de seu relacionamento com Deus, de sua vida e da vida da nação israelita, oferece-nos canções inegavelmente inspiradas e que expressam, sobretudo, a busca, o temor, a comunhão e o louvor, além da submissão e da confiança dos salmistas no Deus único e verdadeiro e assim sendo, tem o sentido de nos inspirar a também adorá-lo, submetermo-nos a ele, a nos relacionarmos de forma efetiva e profunda; a experimentarmos o poder de crer e vivenciar a graça e a misericórdia de Deus em todas as situações de nossas vidas.
Ao invés de repetirmos textos dos salmos como se fossem mantras, precisamos refletir em sua poesia , conhecer melhor o Senhor dos salmistas, vivenciar a mágica de nos tornar amigos, íntimos do pai, de caminhar com aquele que tem se revelado a nós de maneira ainda mais profunda na pessoa de Jesus.
Cantemos, e salmodiemos ao Senhor em nossos corações!
Luciana Soares
domingo, 28 de agosto de 2011
Invisibilidade
Algumas pessoas tem sonhos e aspirações megalomaníacas;
querem ser ricas, famosas, reconhecidas, admiradas por todos, querem brilhar e permanecer no topo para sempre.
Outras tem inclinações muito mais intimistas e seu desejo é apenas serem amadas, admiradas, essenciais para as poucas pessoas que também lhe sejam caras e especiais, mas se veem frustradas e feridas quando seu amor não é reconhecido, apreciado ou sequer percebido.
Algumas delas se sacrificam, se destituem, se dedicam aos seus afetos mas acabam percebendo que não estão naquele álbum de momentos e pessoas especiais, que não são citados entre as pessoas admiradas, não são lembradas nos momentos de comemoração e alegria, não são lembrados nos momentos de gratidão.
É triste e dilacerante não ser correspondido, seja você pai , filho, esposa, amigo e diante deste suplício há dois caminhos a seguir: mergulhar em rancores e ser enredado numa teia de amarguras enquanto se definha lentamente e se esmaga tristemente toda a alegria à sua volta ou mergulhar em Cristo e permanecer amando, torcendo, aguardando, querendo e fazendo o bem a despeito da própria invisibilidade.
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