MONTANHAS E VALES
A vida é nada mais que um caminho contínuo que se reveza entre montanhas e vales; sendo assim, hora estamos no alto de uma montanha, hora no profundo de um vale ou estamos subindo a montanha seguinte ou ainda, descendo rumo ao próximo vale. Os que caminham sozinhos gastam tanta energia tentando alcançar o topo das montanhas ou sair da escuridão medonha dos vales que vão perdendo pouco a pouco as forças, a esperança, a fé em si mesmo (já que vai percebendo o quanto é pequeno diante de tão longa e fadigada estrada) e corre o risco de já não conseguir subir, de sucumbir, mergulhar nas densas trevas e ficar ali, vegetativo, desprovido de luz e vigor, não importa o quanto valente tenha sido. Na verdade, todos ao caminhar, nos deparamos com muitos outros; uns mais fracos, outros mais resistentes; uns divertidos, acessíveis, justos, outros ignóbeis, difíceis, bestiais; Alguns nos encantam, outros nos enganam; uns nos amam, outros ignoram;uns riem e choram conosco, mas a nossa caminhada continua sendo só nossa, cada um tem seu próprio trajeto, por mais que se ande lado a lado, cada passo tem o seu ritmo e deixa na terra sua própria marca e essa descoberta nos trás um vazio, uma angústia, um anseio de algo maior e mais forte, de algo que nos suporte, que nos contenha, que nos sustente. Porém, se entendemos que no fim da estrada há um pai amoroso, longânimo, poderoso e soberano que nos espera, que torce pela nossa vitória e que enviou seu filho, maior e infinitamente mais forte que nós para nos alcançar, para nos tomar pela mão, para nos garantir a chegada, se descobrimos que há um resgatador, um salvador, alguém que a si mesmo se deu por nós, tudo ganha novo sentido, nasce-se de novo quando se entende que há um plano de salvação minuciosamente preparado por Deus, que há um caminho seguro traçado para nós por ele mesmo, e instruções de como chegar e a partir daí é você quem decide como quer continuar andando; se aceita o salvador, se o reconhece e o busca para andar com ele ou se prefere continuar andando sozinho, traçando o próprio caminho, cujo fim é incerto e cujo trajeto é carente de sentido.
Carecemos lembrar ainda que a presença de Cristo não nos isenta da caminhada, que as montanhas e vales continuam adiante mas o mais importante é que já não estamos sozinhos, que a nossa chegada é certa e nossa vitória foi decretada, o topo de uma montanha não deve nos deslumbrar, nem a escuridão do vale nos abater pois eles sempre passam e a gente prossegue; descendo, subindo, até encontrarmo-nos com nosso Senhor.
Luciana soares
